Você alguma vez já deu de cara com algum numismata na vida? Sabe quem são e o que fazem? Caso não, fique tranquilo, nós explicamos para você!

Você sabia que uma cédula nacional pode valer 4 mil reais? Para te ajudar a entender melhor sobre essa atividade, fomos atrás de descobrir o que significa ser um numismata na teoria e na prática. Vamos conferir?

A Numismática

O termo “numismática” remete, no Brasil, ao século XIX. Seu estudo é relacionado a tudo que envolve a história, ciência e arte das cédulas de dinheiro. Desse termo, nasceu o numismata, aquele que coleciona cédulas apenas por prazer. Pode parecer estranho, mas ele compra dinheiro utilizando dinheiro!

Esse tipo de negociação envolvem poucas pessoas, porém muita grana. Homens, em torno dos seus 50 anos, são os mais fiéis a atividade. Segundo a Sociedade Brasileira de Numismatas, o ramo movimenta milhões de reais no mercado. A principal fonte dessa dinheirama toda é a raridade de certas moedas nacionais.

Mas o que será que motiva tudo isso? Fetiche? Prazer? Planejamento futuro? Segundo o numismata Bruno Pellizzari, colecionar dinheiro além de ser um hobby, é uma forma de garantir sua aposentadoria.

E como existem muitos brasileiros que aderem a prática, fomos atrás de 3 das cédulas mais raras, e consequentemente, mais valiosas que a história brasileira guarda, para mostrar pra vocês!

As Notas

#1 – Muito mais que um dízimo: Respondendo a pergunta do título: sim, é possível uma nota valer 4 mil reais! E a cédula em questão é a assinada pelo diplomata Rubens Ricupero. Em 1994, ele assumiu como ministro da Fazenda, porém pouco tempo depois deixou o cargo. Suas respectivas notas passaram a ser consideradas raríssimas. A estimativa é que seu valor pode mesmo chegar na marca dos 4 mil reais.

Obs: uma das atitudes do ministro foi trazer de volta os dizeres “Deus é louvado”, o qual fazia parte do real desde 1986, mas que foi deixado de lado por um tempo.

#2 – Muito mais que um salário: A segunda nota nacional mais valiosa é a assinada por Pérsio Árida. Além da rubrica do ministro da Fazenda, toda cédula deve conter a assinatura do presidente do Banco Central.

Como ficou pouquíssimo tempo no cargo – cerca de 6 meses, as notas com sua assinatura são consideradas raras atualmente. Estima-se que apenas 400 mil impressões dessa nota foram colocadas em circulação. Ela é avaliada em 3 mil reais.

#3 – Muito mais que um asterisco: Até os anos 90, toda cédula defeituosa que a Casa da Moeda emitia era descartada. Em substituição a elas, outras eram colocadas em circulação. A diferença era que essas notas de reposição apresentavam um asterisco no começo de cada um dos seus números de série. Tal detalhe as tornaram raras – sua avaliação chega ao valor de 2 mil reais cada.

Saiba mais
Ficou interessado em ser um colecionador de dinheiro? Participe da SNB (Sociedade Numismática Brasileira). 

E para você que não é muito familiarizado com cédulas de dinheiro, confira por aqui todos os elementos que compõem uma nota e que a torna segura.