Veja como escalar o Monte Everest, a montanha mais alta do mundo, e o que é preciso levar.

Escalar o Monte Everest é pra quem tem muita coragem e disciplina, não é uma tarefa nada fácil e é importante deixar claro que não pode ser realizada por qualquer pessoa. Apesar de ser a montanha mais fascinante e alta do mundo, é sem dúvida o desafio mais perigoso e mortal do mundo. Fizemos um guia prático completo para você descobrir como chegar lá em cima e aproveitar essa incrível aventura com segurança.

A montanha mais alta do mundo

A montanha está localizada na fronteira entre China e Nepal, na Cordilheira do Mahalangur Himal, sua altura é de aproximadamente 8.850 metros. Até hoje, mais de 2 mil alpinistas conseguiram chegar ao topo da montanha, o número não é tão grande comparado às pessoas que já se arriscaram nessa aventura.

Entre tantos motivos, o que torna a escalada tão perigosa são as baixíssimas temperaturas do local, que podem chegar a -70°C, e o ar rarefeito, que deixa seu corpo sem oxigênio. É importante que você faça sua escalada em grupo e com pelo menos um médico na turma.

Duração: Semanas ou até meses; dependendo das paradas e obstáculos.

Custo: Cerca de 40 a 60 mil dólares por pessoa – uma parte da quantia fica retida com o governo de Nepal e da China, cobrando diversos pedágios no preço de 10 mil dólares cada.

O que preciso levar?

Kit Primeiros Socorros: Curativos, Band-Aids, remédios para dores de cabeça, dores musculares, termômetro e gesso.

É necessário consultar um médico, para recomendar possíveis medicamentos específicos.

Botas e Grampões: uma bota de trekking e uma de tecido isotérmico por dentro.

Piolet: martelo utilizado para auxiliar na escalada

Escadas: necessárias para atravessar diversas fendas que existem pela montanha

Garrafas de Oxigênio: garantem seu oxigênio depois dos 7.500m de altitude

Cordas e Grampos: para ajudar na subida

Segunda Pele: essencial em temperaturas muito baixas

Casacos de pele: dos tipos bem grossos para segurar o calor do seu corpo

#1- A formação do acampamento base (a 5.400m do nível do mar) é o início da escalada. Esse é o momento de se acostumar com o ar, que já tem 50% menos oxigênio, e de treinar pequenas subidas no gelo. Essa primeira etapa dura cerca de 10 dias.

#2- O primeiro obstáculo já aparece na segunda etapa: a Cascata de Gelo Khumbu. Antes de seguir para o primeiro acampamento oficial, várias fendas aparecerão no seu caminho. Para ultrapassar sem risco essa região, é necessário fazer “pontes” utilizando escadas.

#3- A 6.100m de altitude, é hora de se acomodar novamente. A temperatura do ar já vai começando a ficar mais perigosa obrigando os alpinistas a se habituarem de novo com o frio.

#4- É chegada a hora de passar calor. E que calor! Chegando ao vale glacial Western Cwm, todos do grupo são expostos cruelmente à uma região sem ventos e com intensa atividade solar.

#5- Passando do 2° acampamento em direção ao 3°, mais um obstáculo surge: o desvio pela montanha Lhotse – ela serve de atalho para seguir caminho. Com inclinações que podem chegar a 80 graus, é necessário muito cuidado nessa região – e o uso massivo das cordas e grampos.

#6- Hora de formar o 3° acampamento. Estamos a 7.500m de altitude e por conta disso, o uso das garrafas de oxigênio já se fazem necessárias! Nessa região sem gelo, os paredões Yellow Band e Geneva Spur são os seus próximos obstáculos.

#7- Faltando 50m para chegar aos 8 mil de altitude, os alpinistas resolvem fazer um 4° e último acampamento. É hora de descansar e pensar muito bem nos próximos passos!

#8- Chegamos a Zona da Morte. Essa região tem esse nome porque a partir de agora o tempo é contado para os alpinistas. O ar é tão rarefeito e as temperaturas tão baixas, que o ser humano não é capaz de sobreviver caso fique por mais de 12 horas por lá. Não importa o equipamento que carregue!

#9- Para chegar ao cume da montanha, dois obstáculos ainda estão por vir. O Cornice Traverse e o estreito de Hillary. O Cornice é uma trilha bem estreita de 120m rodeada dos dois lados por um abismo sinistro, enquanto o Hillary, um estreito que dá acesso ao topo e que deve ser escalado com cordas e grampões.

Há pouco tempo, o Hillary era uma escadaria que ajudava os aventureiros a chegar no cume da montanha, entretanto, ela foi considerada desaparecida logo após um terremoto no Nepal.

#10- Muitos chegam a desistir durante a escalada no estreito de Hillary. O cansaço nessa última etapa é enorme! Para chegar ao topo, é necessário deixar o 4° acampamento durante a noite, e chegar ao cume ao meio dia. É possível apreciar a vista apenas por alguns minutos até por conta da temperatura. Para iniciar o trajeto de volta, o ideal é que o céu ainda esteja claro!