Comprar moedas estrangeiras muito tempo antes da viagem, ou muito perto da data de partida, gera riscos de ganho ou perda de dinheiro

Imagine a seguinte cena: você planeja a sua viagem com seis meses de antecedência. Faz reserva de hospedagem, traça um roteiro com lugares para visitar, lojas, restaurantes, passeios…

 

Você lista tudo o que pretende fazer e escolhe aquilo que cabe no seu bolso, com base na cotação atual do dólar – ou euro, libra, enfim, qualquer moeda.

 

Em seguida, o que você faria:compraria moeda estrangeira o quanto antes, para garantir;Ou esperaria a cotação baixar?

 

Bom, em primeiro lugar, tenha em mente que qualquer uma das duas escolhas é extremamente arriscada. Você pode perder ou deixar de ganhar milhares de reais com a variação do câmbio.

 

Para ficar mais claro, a BeeCâmbio preparou esta simulação abaixo, com dois cenários: um em que o dólar cai e outro em que o dólar sobe. Veja o que acontece com o seu dinheiro se comprar a moeda estrangeira muito antes da viagem ou muito em cima da hora.

 

Cenário 1: o que acontece quando o dólar cai

 

Supondo que em janeiro de 2016 você começou a planejar sua viagem para julho do mesmo ano. Você calculou que iria gastar US$ 5.000. Para garantir, resolveu comprar os dólares imediatamente. Assim, acabou gastando R$ 20.084, considerando a cotação do início do ano.

 

Pois bem, vamos imaginar agora que um colega seu deixou para comprar os dólares na última hora, em 30 de junho. Dada a cotação desse dia, ele pagou apenas R$ 16.800 pelos mesmos US$ 5.000. Portanto, sobraram na mão dele mais de R$ 3.000, conforme a tabela abaixo.

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Cenário 2: o que acontece quando o dólar sobe

 

Agora vejamos uma situação oposta, em que o dólar sobe. Quem ia viajar no início de 2016 sentiu na pele essa situação. A pessoa que comprou dólares seis meses antes, para se adiantar, pegou uma cotação de R$ 3,103 no dólar turismo. Com isso, a quantia de US$ 5.000 custou R$ 15.686.

 

Mas aqueles que deixaram para a última hora e compraram os dólares em janeiro gastaram R$ 20.084 – sempre com o IOF já incluso.

 

Nesse caso, a diferença de custo foi de mais de R$ 4.000!

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Agora vamos pensar o que aconteceria se a pessoa não tivesse esses R$ 4.000 a mais. Ela conseguiria comprar apenas US$ 3.900, em vez de US$ 5.000. Isso implicaria em cortar, digamos, mais de 10 diárias em um hotel 3 estrelas em Nova York, ou 20 diárias em um quarto compartilhado na cidade de São Francisco, Califórnia.

 

Como reduzir o risco cambial

 

Muita gente sabe que, ao planejar uma viagem, o mais indicado não é comprar a moeda estrangeira muito antes e nem muito em cima da hora. O melhor é comprar um pouco por mês. Mas pouca gente tem noção do tamanho do risco que é comprar tudo de uma vez.

 

Para ficar no mesmo exemplo, imagine que a pessoa que, em janeiro de 2016, planejou uma viagem para julho do mesmo ano, tenha dividido os US$ 5.000 em sete partes iguais.

 

Em vez de comprar tudo com antecedência ou tudo na hora da viagem, ela resolve adquirir US$ 714 por mês. Fazendo as contas, com base na cotação do dólar turismo no período, ela vai gastar R$ 18.692 no total, já com o IOF. Ou seja, ela não vai ter um prejuízo tão grande quanto o de quem comprou os dólares com sete meses de antecedência. Mas também não lucrará tanto quanto o sortudo que comprou na baixa.

 

Como aqui o objetivo não é especular no mercado, e sim fazer uma boa viagem, garantindo que não terá grandes perdas com o câmbio, mas aceitando que também não terá lucros significativo, então a compra de forma parcelada é melhor possível.

 

Agora, se você quer montar uma cotação média, ou seja, comprar dólar aos poucos, e ainda assim deseja aumentar as chances de pegar uma boa cotação, você pode usar a ferramenta de alertas da BeeCâmbio, para ser avisado toda vez que o dólar (ou euro) atingir um patamar muito baixo.

 

Para saber como usar a ferramenta, veja o post explicando qual é o melhor momento de comprar dólar.