Muito se falam deles, em filmes, em novelas, nos jornais… mas você sabe de fato o que são os paraísos fiscais?

Na prática, os paraísos fiscais são países que liberam bancos a realizarem transações financeiras baseadas em dois princípios: no total sigilo sobre os envolvidos na negociação e nas taxas baixíssimas (ou até nulas) de transferência.

Segundo a Exame, os cinco maiores paraísos fiscais do mundo são Hong Kong, Estados Unidos, Suíça, Cingapura e Ilhas Cayman. Diversos empresários e investidores abrem contas nesses lugares justamente por conta dessas suas características. Muitos deles não querem estar vinculados abertamente com tal quantia de dinheiro, e muito menos dispostos a pagar altas taxas de impostos.

Entretanto, o fraco controle fiscal dessas regiões, acabam por tornar essas vantagens motivos para práticas ilegais. De acordo com a UpLexis, empresa especializada em pesquisas online, existe uma falta de transparência quando o assunto são negócios em paraísos fiscais. Como não há questionamento em cima da origem das verbas, algumas práticas ilícitas, como lavagem de dinheiro e formação de quadrilhas criminosas, são postas em prática.

Brasil e a Declaração de Bens

Esse assunto é intimamente ligado ao fato de muitos brasileiros não declararem seus bens e capitais que mantém no exterior, incluindo aqueles guardados em paraísos. Uma nota recente da Receita Federal divulgou um aumento de 28% nas declarações de brasileiros, os quais detinham bens até então não declarados nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal pertencente à Inglaterra.

Com a pressão promovida pela Receita nos últimos dias (dado ao programa de repatriação de recursos) é esperado que cada vez mais venha à tona bens e capitais que ainda estão sendo mantidos escondidos.

Segundo a Carta Capital, o investimento estrangeiro líquido do Brasil em paraísos fiscais atingiu a marca dos 25,8 bilhões de dólares, sendo as Ilhas Cayman o destino preferido com 57% do total.