Veja se você pode tirar a cidadania italiana, entenda as regras e veja todas as informações necessárias para realizar o processo de emissão.

A Itália é um dos países mais bonitos do mundo, considerado berço da civilização ocidental, é também um dos lugares mais seguros. O que pouca gente sabe, é que diversas pessoas podem conseguir a cidadania italiana. Veja o artigo completo e saiba se você pode, como tirar e todas as informações necessárias para a obtenção.

Quem pode tirar a cidadania?

A cidadania italiana é adquirida através do ‘jus sanguini’, que significa direito de sangue, basta ter algum ascendente italiano, seja pai, mãe, avó, avô e etc. Todos os descendentes de italiano têm direito a cidadania do país, mas há algumas limitações, entenda abaixo.

Se você for descendente por parte de pai, ou seja, seu pai, avô, bisavô, e etc, apenas homens, você pode obter sua cidadania independente do ano que nasceu.

Agora, se tiver qualquer linha materna, no ínicio, ou até no meio da linha de descendência, a mulher só poderá transmitir a cidadania para os filhos que nasceram depois de 01/01/1948.

É uma regra do país, mas por que? Porque antes dessa data, a Itália era reino, e apenas os homens podiam transmitir a nacionalidade para os seus filhos. Depois disso,, a Itália se tornou uma Constituição Republicana, e a partir de então, as mulheres tiveram os mesmos direitos do homem, de transmitir a cidadania e nacionalidade do país para os seus filhos.

Além disso, mulheres que se casaram com descendentes de italiano também têm direito. Já os homens não poderão tirar a cidadania caso tenham se casado com descendentes de italianos, só os filhos deste casal. Mas, eles podem solicitar a naturalização italiana.

Caso o bisavô, avô ou avó, pai ou mãe, que são italianos, se naturalizaram brasileiros, ainda há possibilidade do reconhecimento da cidadania, mas o filho deste, deverá ter nascido antes da naturalização.

Quais os documentos necessários?

Depende. Cada processo de obtenção da cidadania envolve documentos específicos, de acordo com o parentesco descendente.

Filhos de Italianos

  • Certidão de Nascimento
  • Certidão de Casamento
  • Certidão de Óbito (caso o ascendente tenha falecido)
  • Carteira de Identidade Original do pai ou mãe e requerente

Netos, bisnetos ou trinetos de Italianos

  • Certidão de Nascimento
  • Certidão de Casamento
  • Certidão de Óbito (caso o ascendente tenha falecido)
  • Carteira de Naturalização, se existir, de todos os ascendentes da família.

Casamento

Caso o matrimônio tenha acontecido antes de janeiro de 1983, a cidadania é automática. Após esta data, é necessário solicitar o título depois de três anos. Os documentos são:

  • Certidão de Nascimento
  • Certidão de Casamento
  • Carteira de Identidade do Cônjuge

Como tirar a cidadania italiana?

Já viu se você tem o direito de obtenção e separou os documentos necessários?

#1. Procure o consulado italiano mais próximo de você, entre na fila e aguarde uma convocação.

#2. Os documentos deverão estar com todas as traduções juramentadas e apostiladas em cartório habilitado, saiba mais sobre o apostilamento da cidadania italiana.

#3. Os documentos serão enviados e avaliados pelo Consulado.

#4. Caso os documentos estejam corretos, os consulados entram em contato com os requerentes para inscrição no cadastro consular

#5. Após a conclusão do processo, os novos cidadãos podem agendar a emissão do passaporte italiano

Caso todos os documentos estejam corretos, os consulados convocam os requerentes para uma inscrição no cadastro consular. Após a conclusão do processo, os novos cidadãos italianos podem agendar a emissão do passaporte italiano.

Quanto custa e quanto tempo demora?

A obtenção da cidadania italiana no Brasil, junto ao Consulado Geral da Itália, demora de 5 a 10 anos. Já os custos podem variar, mas em média, o valor não chega a R$ 5.000, levando em conta as burocracias, como a emissão e retificação de documentos e traduções juramentadas.

Com a cidadania italiana, você terá os mesmos benefícios de uma pessoa que nasceu na Itália: residir no país, moradia, estudo, lazer, assistência médica, e até aposentadoria, caso você siga todas as leis, como por exemplo: um trabalho registrado, pagar contribuições, tempo de serviço e etc. Além de poder entrar sem visto em países como: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e etc.