Leilões de swap e swap reverso são formas de estabilizar o mercado cambial

No Brasil, o Banco Central é a instituição financeira responsável por manter o mercado financeiro do país funcionando da forma mais estável possível. Para isso, ele fiscaliza as outras intuições do mercado – bancos, correspondentes cambiais, corretoras, entre outros- e está ciente de todas as operações que acontecem no Brasil, sabe exatamente o que entra e o que sai do país. E é neste cenário que você encontra o Swap Cambial.

Com esse controle, o Banco Central do Brasil intervém no mercado de câmbio toda vez que julga ser necessário de acordo com os interesses econômicos e políticos brasileiros. Uma das formas com que essas intervenções acontecem é o leilão de swap e o leilão de swap reverso.

Os leiloes acontecem quando o Banco Central acredita ser necessário quando a valorização do dólar ante ao real está exacerbada e vice-versa.

 

Leilão de swap

Quando o BC realiza um leilão de swap significa que ele está vendendo dólares. Essa venda acontece somente para um seleto grupo de instituições financeiras que são chamadas de dealers e são o conjunto de grandes instituições financeiras do país. Essa venda não se dá em notas físicas de dólares, mas sim no acordo de que os agentes do mercado vão receber a variação da taxa de câmbio num determinado momento no futuro em relação à taxa do presente e o Banco Central ganha a rentabilidade ou perda do juros.

 

Swap cambial reverso

O leilão de swap reverso nada mais é do que o contrário do leilão de swap. No reverso, os dealers estão vendendo dólares para o Banco Central. Ou seja, o Banco Central vai receber o juros do período corrigido pelo Certificado de Depósito Interbancário dos agentes do mercado em um determinado momento do futuro.